Estamos chegando ao fim de um tempo no calendário. É natural que nos mova o desejo de celebrar o que passou e o que está por vir. É tempo de saudações e nesse movimento estão desejos e projetos. O Espírito se sensibiliza, as pessoas se reencontram, buscam apagar desentendimentos, se reorganizam para reestruturar a Esperança.
Na verdade a saudação está inserida no cotidiano de cada um. Desejamos um bom dia, boa tarde, felicidades. O que tem valor está na medida em que nos comprometemos uns com os outros. Toda palavra pronunciada deve se tornar ação, ser concreta, sinal vital.
A palavra sempre compromete e é garantida pela vida que dela decorre. Que haja Paz! É o sentimento e para isso é preciso tecê-la com as próprias mãos, criar movimentos de Paz.
Na liturgia há momentos de saudação que precisam se tornar vida fora do templo. É preciso deixar-se tomar pelo Espirito Santo. Queimar o coração e pedir em silêncio e humildade discernimento para amar e servir em plenitude. Lembrar que Deus é amor (1 Jo 4: 7-8). E é nessa dimensão que Jesus nos envia para evangelizar, tornar o mundo melhor, tornar-nos melhores pessoas, tornar-nos irmãos. E é nesse contexto de espiritualidade, vida e missão que o jovem de Assis entendeu o seu ministério lembrando-nos que talvez sejamos o "único Evangelho que o nosso irmão pode ler".
Na tradição da Igreja Anglicana e em outras de tradição da reforma, ao final da celebração o povo é enviado com esta saudação: "Ide na paz de Cristo. Sede corajosos e fortes no testemunho do Evangelho entre os homens. Servi ao Senhor com alegria".
Rev. Itabira

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